Por motivo dos 44 anos do assassinato covarde de Ernesto “Che” Guevara nas selvas bolivianas, gostaria de recordar que, no último dia deste ano de 2011, completarão 5 anos do assassinato covarde de um líder de Estado, o presidente iraquiano Saddam Hussein.
O nome de Saddam traz repulsa em muitas pessoas que tem medo das lutas dos povos do mundo. Admito que Saddam tenha cometido erros no inicio, como a guerra contra o Irã, mas acredito que ele tenha aprendido que não se pode ser progressista e amigo dos americanos ao mesmo tempo.
Assim como Che defendeu uma América Latina livre do domínio americano, Saddam desejava a união dos países árabes contra os imperialistas ianques e ingleses.
Por isso, assim como Stalin, Saddam foi vítima de todo tipo de calúnias e mentiras por parte dos imperialistas. A mídia dadora de bunda da Veja e da Globo chamaram-no de tirano genocida, ameaça á paz mundial e alguns até compararam seu Partido Baath com o Partido Nazista de Adolf Hitler. Pensar numa possível relação entre Saddam e a Al-Qaeda é o que não faltava na estúpida paranóia antiterrorista dos americanos e europeus.
Porém, omitem os grandes feitos de Saddam em educação feminina e omitem que a própria esposa muçulmana de Saddam não usava o véu (procurem as fotos).
Omitem que, durante a guerra assassina contra o Iraque em 2003, vários curdos, xiitas e até CRISTÃOS pegaram em armas para defender o líder legítimo do Iraque.
Omitem que, não fosse a união que o Baath trouxe ao Iraque, ele mergulharia em conflitos étnicos e religiosos (como está mergulhado agora).
Omitem que os EUA apoiaram e apóiam ditaduras muito piores que a do Saddam. Enquanto acusavam Saddam de genocídio, ninguém pensou no general golpista pró-EUA Suharto. Para ele, não bastava matar milhões de pessoas em seu próprio país (Indonésia), ele tinha ainda que invadir o Timor-Leste e matar 700 mil numa população que não chega a 10 milhões.
Saddam era um homem integro. Deu voz á mulher iraquiana, trouxe aos iraquianos um sentimento de orgulho nacional (o Iraque é uma das civilizações mais antigas do mundo, sendo palco da Babilônia, da Assíria, da Mesopotâmia e de uma infinidade de outros impérios) e chegou a escrever 4 romances em seu país que se tornaram best-sellers.Saddam ainda combateu Israel, um Estado ilegítimo de ladrões e assassinos. Talvez este seja um dos motivos pelo qual o Ocidente o odiava tanto.
Saddam também não era agressivo. Não possuía armas de destruição em massa (pretexto para a agressão ianque) e talvez tenha sido este o motivo pelo qual foi derrubado. Afinal, quem ousa invadir a Coréia do Norte?
Dizer que Saddam foi mais heróico que os traidores do PC iraquiano é até injusto, porque estes vermes revisionistas não fizeram absolutamente NADA contra os ocupantes ianques. Simplesmente foram colaboradores desprezíveis.
Saddam, por outro lado, não deixou seu país quando a guerra começou e não deixou de instigar resistência de seu povo nem quando estava sendo julgado. Como o jornal Hora do Povo escreveu numa matéria de 2003, “A diferença essencial entre Saddam e Bush é a que existe entre um gigante e um micróbio”.
Saddam não era um comunista, mas fez mais pela luta contra o imperialismo que muitos pseudocomunistas e traidores como Deng e Gorbatchov.
Quando Saddam foi executado em 2006, era sob a acusação de um massacre depois de uma tentativa de assassinato. Digam-me senhores, que líder mundial seria idiota pra não caçar um terrorista que atentou contra sua vida?
Quando Saddam foi executado em 2006, era sob a acusação de um massacre depois de uma tentativa de assassinato. Digam-me senhores, que líder mundial seria idiota pra não caçar um terrorista que atentou contra sua vida?
De qualquer forma, Saddam morreu, mas não se foi. Da mesma forma, Che morreu e não se foi.
Saddam e Che amavam seu povo, odiavam os imperialistas, prezavam a união, cometeram erros, eram exemplos de seres humanos e morreram como mártires. É necessário lembrarmos-nos dos sacrifícios de Che, mas não nos esquecemos dos sacrifícios de Saddam e seu povo.
Aqui o hino nacional iraquiano que vigorou na época de ouro do povo iraquiano:


